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25-11-2000
A vida .gov.br
Pode
parecer inusitado mas o Govenro FHC começa a perceber que
essa conversa de e-Governo tem futuro e que pode até ajudar
ao cidadão comum a usar serviços de Internet, reduzindo
o número de gente nas filas das instituições
de seguridade e induzindo o uso dessa ferramenta como instrumento
de acesso a serviços públicos do Estado ao cidadão
mais simples.
Não é uma coisa fácil. O Estado brasileiro
só agora começa a ter uma idéia mais aproximada
do que isso pode fazer como ferramenta de ação de
Governo. A cultura do papel, do carimbo, das certidões ainda
emperra os novos processos. Na verdade, corre-se o risco de transformar
o computador em arquivo ou máquina de escrever de luxo. E
de excluir a Internet como correio dessa colossal massa de documentos.
O fato positivo é que quem aposta na idéia é
o ministro chefe da Casa Civil, Pedro Parente, que tem cultura de
automação e pode ajudar na construção
de soluções de acesso da Web ao cidadão comum.
Tecnologia nova sempre provoca medos e e paixões. Quem não
lembra do primeiro caixa eletrônico, que emitia um simples
extrato da conta? Quanta gente se aproximava do terminalzinho com
medo e guardava a folha impressa?
Hoje, as pessoas estão desenvolvendo até uma certa
irritação quando um cahsdipenser não reage
com a celeridade desejada pelo cliente. A tendência é
aceitar com reservas.
Por isso, nos governos, é fundamental que a Web ajude e estimule.
Que o pessoal que esta próximo incentive e abra um debate
sobre a validade disso. Os Estado Unidos, com sua economia que não
pára de crescer há dez anos, não só
criaram seu portal governamental (firstgov.com) como até
entregaram-no para uma empresa privada gerir o tráfego e
operacionalidade.
E fizeram isso mantendo aquele modelo clássico de portal
de acesso e busca consagrado pela Yahoo!, com as divisões
clássicas de setores e segmentos nos links. É simples
e fácil de carregar. Pouco criativo, mas eficiente. O que
conta é que nele qualquer americano pode saber das coisas
e até operar via Web.
Aqui, o Governo do Brasil ainda não se juntou numa grande
página tipo portal. Mas vai ter que seguir o caminho. É
a única forma de tornar seus serviços mais barato
e eficientes. Pode dar consistência à Web e isso é
fundamento no jogo.
O risco é não funcionar com o mínimo de eficiência.
Se o contribuinte for aos sites do Governo agrupados com um serviço
publico e não for atendido, pode desenvolver rejeição
ao serviço público on line. Se começar por
baixo e evoluir, muita gente vai comprar computador etc.
Mas já esta na hora do governo FHC juntar os que têm
e começar a fazer com que ele se falem.
Tem coisa intetressnate. CPF, INSS, Imposto de Renda, controle de
serviços médicos, planos de saúde, prontuário
de trânsito, boletins de ocorrência etc. Já poderiam
ate montar um portal. Já seria um bom começo.
Até
semana que vem.
*Fernando
Castilho (castilho@jc.com.br)
é jornalista há 24 anos e assina a coluna JC Negócios
no Jornal do Commércio, de terça a domingo.
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