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27-10-2000
Proteção, a indústria que mais cresce 
Por
trás do charme do crescimento dos números da Web,
na qual no Brasil, em especial, se pensa muito no potencial de um
universo de 10 milhões de computadores nas residências
com gente pegando informação gerais, dados de suas
contas bancárias e comprando coisas mil, existe um lado sombrio
que a cada dia vira um negócio mais espetacular e que tem
a ver com privacidade, segurança e desrespeito aos direitos
do cidadão que é a questão da proteção
das informações.
As
pessoas acham que só quem deve comprar programa de computador
para se proteger de invasões de hackeres são as empresas
e as instituições formais, desde ONGs a organismos
do Governo ou departamentos militares e secretos. E se esquecem
que, quando alguém entra no site de um empresa de cartões
de crédito, por exemplo, e captura os dados de uma bancos
de dados dela, leva junto os da pessoa física.
É
isso que está fazendo da indústria de softwere de
proteção explodir. Especialmente porque há
uma tendência de se usar a Web como um canal de tráfego
que aí vai desde o seu e-mail a transferências de dinheiro
a códigos-fonte de empresas para suas filiais. Tão
forte, que já tem gente achando que esse será o melhor
nicho de mercado do negócio informática nos próximos
anos porque ele nasce exatamente onde o do progamador comum acaba.
Porque
software de proteção só ganha vida quando o
software produtivo criado e desenvolvido para uma aplicação
específica começa a rodar ou ser exportado para outros
micros. Quer dizer: nunca vai faltar mercado para quem vende proteção.
Uma
pesquisa recente feita dos Estados Unidos revelou que dois terços
das empresas ali consultadas tiveram algum tipo de problema nos
arquivos. Um número que foi 50% maior que no ano anterior,
com algumas delas perdendo dados e negócio no valor de mais
de US$ 1 milhão. Ou seja, há uma tendencia à
violência cibernética na Web.
Essa
conversa começa a ganhar contornos bem mais dramáticos
no Brasil quando se sabe que vem aí uma explosão de
operações pela Web no País onde gastar algum
dinheiro com um programinha de segurança antivirus ainda
faz muita gente torcer o nariz, inclusive pequenas e médias
empresas que só agora estão se informatizando.
Porque,
na verdade, a maioria das pequenas e médias empresas que
decide se informar nem tem idéia do risco que suas informações
passam a correr quando se atiram de cabeça na Web e, por
exemplo, passa a fazer parte de um programa de B2B de uma grande
companhia e onde praticamente tudo que possui de informação
confidencial sobre vendas e compras passa circular pela Internet.
Um negócio que pode ir para o espaço se um vírus
decente entrar nessa confraria.
É
nisso que a indústria de proteção aposta. Esse,
pelo que dizem alguns entendidos, vai ser mesmo o negócio
do futuro. Porque, como no mundo real, quanto mais valor o negócio
da empresa passa a ter, mas dinheiro seu dono estará disposto
a pagar para que ele seja só seu.
Até
semana que vem.
*Fernando
Castilho (castilho@jc.com.br)
é jornalista há 24 anos e assina a coluna JC Negócios
no Jornal do Commércio, de terça a domingo.
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