17-07-2000
Sem apito final
O
jornalista Geneton Moraes Neto lançou este ano um livo intitulado
"Dossiê 50", onde disseca uma das tragédia nacionais: a derrota
para o Uruguai na Copa de 50. Nele, jogadores, jornalistas, políticos,
torcedores, apresentam sua versão dos fatos. São versões contraditórias
em geral, mas em todas fica implícita a razão pela qual Brasil perdeu:
excesso de confiança. Ninguém imagina que um jogador chamado Giggia
iria aparecer para estragar a festa nacional. Mas surgiu e deixou
o Brasil em silêncio. Segundo
Geneton, o Brasil perdeu por que não tinha o "medo da derrota".
Há
muito tempo, venho escutando que o Windows é imbatível no desktop
e que o Linux nunca irá conquistar esse mundo. Será mesmo? Ou será
que a Microsoft está perdendo o rumo da história por excesso de
confiança? Várias empresas estão levando o Linux para o desktop.
A primeira foi a Caldera - quem nunca usou o eDesktop 2.4 não sabe
o que está perdendo. Hoje a Turbo Linux e a Corel também estão investindo
em soluções desktop baseadas em Linux.
Por
desktop entenda-se computadores para usuários finais. Usuários que
precisam de um bom processador de texto, uma planilha eletrônica,
navegar na Internet, passar e-mail, comunicar-se pelo ICQ, escutar
MP3, gerenciar seus gastos pessoais e, às vezes, jogar Quake.
Tudo isso já temos para um desktop Linux. Tudo graficozinho e bonitinho.
Bem
mais agradável até que o Windows. Mas isso já é uma questão de gosto.
Além
disso, muitos novos dispositivos estão sendo criados com objetivos
bem definitos: dispositivos para acesso à Web, Web TV's, terminais
móveis (celulares e MP3 Players) etc. Muitas dessas novas soluções
estão baseadas em Linux.
Será
mesmo que o Linux não irá conquistar uma parcela dos micros pessoais?
Acredito que irá e isso não vai demorar. (Falam até que a Microsoft
está tentando implementar alguns dos recursos do KDE no Windows.....).
A diferença
entre o desenvolvimento da tecnologia e o futebol é que na tecnologia
não existe apito final.
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