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01-12-2000
A caminho do e-business
A
partir do próximo ano, o Brasil contará com um Centro de Soluções
para e-business da Intel. A notícia, embora ainda não seja oficial,
foi revelada meio que 'sem-querer-querendo' pelo diretor geral da
empresa na América Latina (AL), Bart Heisey, durante um evento ocorrido
na Bahia esta semana.
Líder mundial na fabricação de chips para computadores, a Intel
pretende, com projetos desse porte, consolidar-se também como fornecedora
de produtos, soluções e serviços para a Internet, ampliando seu
foco de atuação. Não por acaso a companhia decidiu atuar na retaguarda
do desenvolvimento de aplicações para as áreas de business-to-business
e business-to-consumer.
Passado o susto da queda da Nasdaq, a bolsa de valores norte- americana
das empresas pontocom, o perfil da Rede começa a se redesenhar,
mostrando que a Internet está mais viva e promissora do que nunca.
Na primeira onda da Web, fizeram a festa marinheiros de primeira
viagem com idéias mirabolantes e negócios milionários. Sem uma corporação
sólida com uma trajetória de sucesso no mundo real que as sustentassem,
as empresas criadas nessa fase de euforia logo se viram encurraladas
pela falta de equilíbrio entre despesa e receita, necessário para
o sucesso de qualquer empreendimento, como bem sabem os tubarões
da velha economia.
Agora é chegada a hora do profissionalismo na Rede, onde só sobriverão
no ambiente dinâmico da Web as companhias cujo grau de competitividade
corresponda à capacidade de incorporar e processar online um volume
cada vez maior de informações e transações.
Assim sendo, enquanto um número crescente de pequenos sites agonizam
na Internet, um novo tipo de negócio emerge com porte de 'dono do
pedaço' no setor de comércio eletrônico. Trata-se dos portais de
negócios, conhecidos como B2B, que facilitam a compra de produtos
e serviços entre empresas e seus fornecedores, para o melhor atendimento
das demandas do mercado.
Com o seu Centro de Soluções, cujo início da implantação está previsto
ainda para o primeiro trimestre de 2001, a Intel quer sair na vanguarda
desse novo cenário, transformando-se em referência para os clientes
que desejem aumentar seu potencial competitivo, através do teste
e avaliação de aplicativos que mais se encaixem com os seus negócios.
Considerando as estimativas de que, no Brasil, as vendas online
passarão de 300 milhões de dólares neste ano para 2,6 bilhões em
2003, ao que parece a profecia de que 'todos os business fatalmente
se tornarão também e- business' não tardará muito para se concretizar.
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