12-05-2000
Cinema com pipoca é muito melhor!


Não tinha nem como não ser assim... Desde que a Internet deu as caras por aqui tem atraído para si todas as atenções, com sua mais do que propagandeada multiplicidade de recursos, formatos e possibilidades. Os outros setores da economia, do entretenimento, do conhecimento, de onde for, têm se curvado ao encanto da Web e adaptado seus produtos ao novo ambiente. Ter cinema na Internet, por exemplo, não é novidade nenhuma. Pipocam sites com informações sobre atores, diretores, produtoras e festivais, a maioria de acesso livre a todos os internautas. O diferente, agora, é produzir filmes exclusivamente para a Rede.

A primeira iniciativa, chamada Quantum Project, partiu... (ganha um doce quem acertar!)... de um estúdio dos Estados Unidos, o Sightsound. O dono da idéia é Stephen Simon, que bancou parte dos US$ 3 milhões dos custos do webfilme, dirigido por Eugenio Zanetti. O resto da empreitada digital foi assumida pela produtora Metafilmics. O roteiro mistura, romance, ficção e drama, com os atores Stephen Dorff e Jonh Cleese nos papéis principais.

Para assistir a Quantum Project, o usuário precisa ter uma belíssima conexão com a Rede - o que no Brasil ainda é privilégio do cable modem instalado lá no Sudeste do País. Os modems convencionais vão levar horas para baixar o arquivo do filme, que custa US$ 3,95. O Windows Media Player é suficiente para transmitir o filme, mas um monitor tela plana ou, quem sabe, cristal líquido, vai melhorar bastante a qualidade da imagem. Um processador robusto - no mínimo, um Pentium II - completa o time dos requisitos necessários para que o Quantum Project rode bem em seu micro.

Nessa história toda, porém, fica faltando a emoção da pipoca na sala escura. Digam qual é graça de se assistir a um filme numa telinha de computador? Como é que é possível se emocionar com a trilha sonora ou ter medo dos gritos de horror que saem de uma caixinha de som minúscula?? Tudo bem que você pode turbinar a máquina, colocar um super-hiper-ultra-big monitor, instalar as caixas mais potentes do mercado... Só que o ingresso do cinema da esquina sai bem mais barato - e ainda tem o charme das imagens na tela grande.

www.sightsound.com

www.quantumproject.com

 

Coluna atualizada às sextas