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16-02-2001
Celular pernambucano na
poli position
O
celular não será mais um simples telefone. Voz será
apenas um dos muitos componentes de interação que
o aparelho para telefonia móvel irá possibilitar.
Essa é a profecia que fica de um convênio assinado
nesta sexta entre o Centro de Estudos Avançados do Recife
(Cesar) e a Motorola, que prevê o desenvolvimento de aplicações
em tecnologia J2ME (Java Micro Edition), mais conhecida como K-Java,
linguagem que brevemente deve se tornar padrão entre os aparelhos
wireless (sem fio).
Entre outras funções, dispositivos do gênero,
segundo o gerente do Programa de Capacitação Tecnológica
da Motorola, Elias Sfeir, vão viabilizar a interação
de informações entre os celulares, como sincronizar
agendas de diversos interlocutores à procura de um horáro
livre em comum para uma reunião, por exemplo. Os aparelhos
poderão ser programados tal qual um computador, explica
o presidente do Cesar, Sílvio Meira.
E a terceira geração será capaz até
de transmitir, além de áudio, vídeo diretamente
para a Internet. Ah, seria a glória para os repórteres
online, que disputam segundo a segundo o privilégio de noticiar
os fatos em primeiro mão.
Suspiros à parte, a melhor parte da notícia é
que a parceria firmada com o Cesar é a única da companhia
norte-americana com países localizados abaixo da linha do
Equador para soluções em K-Java, o que significa que
toda a tecnologia concebida aqui será empregada globalmente,
ou seja, as aplicações criadas em Pernambuco servirão
a qualquer celular Motorola do mundo.
E como serão testados por aqui, provavelmente os primeiros
aparelhos com capacidade computacional também chegariam primeiro
para os pernambucanos.
Para realizar tal feito, 32 profissionais do Cesar (a maioria ex-alunos
do Centro de Informática beneficiados pelo Programa de Capacitação
Tecnológica da própria Motorola) estão envolvidos
no projeto, no qual estão sendo aplicados US$ 2 milhões.
A expectativa é a de que os primeiros celulares com aplicações
em K-Java já estejam disponíveis até o final
deste primeiro semestre de 2001.
Tudo isso soma pontos para Pernambuco na conquista da poli position
da corrida pela melhor posição no setor de Tecnologia
da Informação. Oxalá todas as previsões
se concretizem. Mas, quando se trata de dispositivos wireless com
acesso à Internet, não dá para esquecer do
fantasma do Wap (apenas um dos componentes das novas aplicações)
que até esta semana soava como lenda por aqui.
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