PreviewFirewall PreviewFirewall

30-03-2001
Gols da Internet

Gustavo Belarmino

O relógio aponta para as 2h. Só faltam 10 minutos para Julia Roberts entrar no palco do Shrine Auditorium e ser aclamada. Os fãs insones festejam. Finalmente têm um programa na madrugada e podem zombar dos que precisam pregar os olhos mais cedo. Decepção para uns, que perdem os melhores lances ao vivo, alegria para outros, que, na manhã seguinte, vêem as páginas de seus websites pipocando de visitas.

Oscar, provas de Fórmula 1, acidentes, jogos. A Internet não tem hora para divulgar a informação e o plus: ela pode ser consultada, em detalhes, no momento em que o internauta bem entender (ou acordar!). A sede por informações e a certeza de que elas estarão ali, quando solicitadas, é um dos principais pontos desse veículo, que hoje só pode ser chamado de novidade se comparado aos seus irmãos caçulas: o jornal, o rádio e a TV, nesta ordem.

A cultura da informação e a forma como ela se processa na Web tem tomado o seu prumo rapidamente. Sem as balelas de que um veículo substitui o outro, a Internet está aí, por exemplo, para mostrar um conteúdo diferenciado e o imediatismo que o novo público, ávido por novidades, procura.

Na época da Olimpíada de Sydney, considerada a Olimpíada da Internet, dezenas de redações virtuais - inclusive o JC OnLine - trocaram os horários de seus repórteres para buscar a informação no momento em que ela estava acontecendo, mesmo que grande parte do público só fosse abrir os olhos horas depois. Foi, sem dúvidas, a grande prova da Internet na cobertura de eventos de grande porte.

Em escala mundial, a Rede já apronta suas garras para um novo arrasa-quarteirão: a Copa do Mundo de 2002. Dessa vez, tenho certeza que os brasileiros vão ser menos resistentes aos braços de Morpheu, afinal... Tem futebol na história. Ainda assim, probabilidade de mais um gol para a Internet, que não deve tardar a encontrar fórmulas para segurar também o público cativo da bola.


 

Coluna atualizada às sextas