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02-05-2001
O
fim do troca-troca?

Quem é habitual freqüentador da troca-troca virtual do Napster percebeu uma grande redução na quantidade de arquivos disponíveis nesses últimos dias. Parece que a exigência da Associação Americana da Indústria Fonográfica (RIAA) vem sendo obedecida e o popular serviço tem mesmo bloqueado as faixas cujos direitos autorais pertençam à associação.

(Se bem que tem quem diga que há canções fora dos domínios da RIAA que estão bloqueadas, enquanto a associação continua a questionar o sistema Napster de bloqueio. Uma briga sem fim)

Polêmicas à parte, o tráfego do Napster caiu 20,7% em março, segundo o instituto Jupiter Media Metrix. Longe de ficarem resignados, os órfãos do serviço estão engordando os relatórios de audiência de outras paragens.

É que há cada vez mais sites de troca gratuita de música digital e o MP3 – famoso no conceito Napster – é apenas um dos formatos disponíveis. Você pode conferir as características e os endereços eletrônicos de vários serviços nesta matéria.

Confirmando que os tempos são outros para o mundo fonográfico, especialistas da indústria do entretenimento já dizem que a música online substituirá o CD no futuro. Atrasadas nessa corrida pelo usuário, as gravadoras se apressam para lançar na Rede seus próprios serviços. Claro que vão apostar em acervo vasto e download facilitado, tudo para incentivar o internauta a fazer a única coisa que ele não quer em se tratando de música pela Internet: colocar a mão no bolso. Vamos ver quem vence a batalha.

 

 

Coluna atualizada às quartas