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03-01-2001
Quem corre mais?
O
mercado pernambucano de Informática recebeu com gosto de
vitória a notícia da aprovação da Lei
de Informática pela Câmara dos Deputados. É
que a nova lei não só mantém a determinação
de que as empresas do setor destinem 5% do faturamento para pesquisa
e desenvolvimento, como torna obrigatório o repasse de 0,8%
para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
As
estimativas são de que o potencial anual de captação
do Nordeste seja de R$ 70 milhões a R$ 120 milhões.
E Pernambuco tem tudo para conseguir abocanhar boa parte. Se considerarmos
que o Estado é o principal centro de pesquisa em Informática
da Região, com pelo menos um terço dos estudos, temos
uma capacidade potencial de captação de até
R$ 40 milhões.
Para
o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente,
Cláudio Marinho, isso quer dizer que 2001 é o ano
decisivo para Pernambuco.
A regional
da Associação das Empresas de Software e Serviços
de Informática (Assespro) vai entrar na disputa para agilizar
parcerias entre empresas e centros de pesquisa (única forma
de obter os recursos) com a criação de uma diretoria
específica para atração de capital. Para seu
presidente, João Luiz Perez, o Estado está um passo
à frente devido à articulação.
Carlos
Farache, da Empresa de Fomento de Informática de Pernambuco
(Fisepe), é mais cético. Apesar de achar que o Nordeste
pode ser muito beneficiado, ele prefere esperar pela regulamentação
para então cantar vitória.
De
qualquer forma, esse recursos só vêm para projetos.
É hora de correr para garantir o lugar no pódio como
pólo de Informática.
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