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06-12-2000
Hackers tupiniquins
Há
quem diga que o Brasil não é só o País
do futebol e do samba, mas também o País dos hackers.
Exageros à parte, na semana passada os piratas cibernéticos
tupiniquins estavam com tudo. Pelo menos três ataques se tornaram
públicos.
Primeiro
foi o site do Banco Central. O conteúdo foi trocado por um
texto poético por invasores identificados como Prime Suspectz.
Depois
o grupo Insanity Zine Corp. invadiu o site da empresa de antivírus
Network Associates/McAfee. Na página, foram deixadas ofensas
ao governo brasileiro, políticos, Rede Globo, pagodeiros
e ao Padre Marcelo Rossi.
Por
último, foi a vez do endereço do Congresso Nacional.
O mesmo Prime Suspectz colocou uma mensagem criticando a CPI do
Futebol e pedindo a prisão do juiz Nicolau dos Santos Neto,
o Lalau.
Apesar
de não ter nenhum Kevin Mitnick, hacker famoso que foi perseguido
e preso pelo FBI e hoje é consultor de segurança,
o Brasil protagonizou algumas invasões que ganharam bastante
repercussão. No Nordeste, um dos casos mais falados é
o do provedor Elógica (hoje Inter.Net), invadido há
dois anos e meio. Os invasores alteraram vários arquivos
e deram um trabalho de seis dias para a empresa pôr seu banco
de dados em ordem, graças ao bom e velho backup.
Se
a atividade de hacker é do bem ou não, é assunto
para outra coluna. Mitnick diz que sim, argumentando que se trata
de um grupo que pode usar seu conhecimento para o bem (coisa que
ele não fez). Mas como hacker competente é aquele
que não é descoberto (portanto, não conhecido),
quem sabe os nossos sejam melhores até que os hackers dos
outros?
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