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07-02-2001
Com a mão na cabeça
Parecem
apenas números no noticiário: Estadão.com demite
25; Cidade Internet dispensa 30; Arremate.com, outros 35; Amazon,
195; Excite@Home, 250; Sony, 500; e a lista poderia preencher essa
coluna.
Mas
para quem trabalha numa empresa ou num departamento de Internet,
a série de demissões no setor nos últimos meses
significa perigo à vista. Funcionários de todas as
pontocom estão com a mão na cabeça, preocupados
com o futuro.
Afinal,
abriram mão de uma carreira numa empresa de tijolos, geralmente
por uma remuneração bem mais alta, e estão
vendo a empresa ruir porque o tal investidor de risco não
manda mais dinheiro. Ou porque acumulam prejuízo.
A maioria
das empresas pontocom já descobriu que têm que funcionar
como as da velha economia. É um negócio como outro
qualquer, com escritório, funcionários, contabilidade
e marketing. Seu produto é que é diferente.
O fato
é que ninguém descobriu como alimentar o negócio
sem gerar receita. E não dá para sobreviver sem isso.
Acabou há muito tempo a época em que apenas boas idéias
rendiam uma assinatura de um investidor em um polpudo cheque.
Bom
negócio pontocom não é o que tem apenas um
produto promissor, mas o que une um bom produto à capacidade
de ter retorno financeiro.
A dica,
que não é nenhuma novidade, é reestruturar
o modelo de negócios, pois a era B2R (back to reality) já
chegou.
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