 |
07-03-2001
A mulher e a tecnologia
Mais
um Dia Internacional da Mulher, amanhã, e temos pouco a comemorar.
Desculpem-me a visão pessimista, mas se até na área
de TI temos diferenças salariais, a situação
continua preocupante.
Internet
e novas tecnologias são segmentos em que o profissional é
reconhecido e bem remunerado. Segundo estudo da Techies.com com
empresas da área, no entanto, a disparidade no bolso feminino
americano varia de US$ 5 mil a US$ 12,5 mil por ano em relação
ao masculino.
Isso
para não falar no preconceito puro e simples, nessa consciência
coletiva que reza uma suposta falta de intimidade das mulheres
com o computador e o mundo cibernético. Tanto o público
existe que proliferam sites exclusivos para elas (veja banheirofeminino.com.br,
obsidiana.com.br,
bolsademulher.com.br,
02neuronio.com.br,
wmulher.com.br,
paralela.com.br,
soparaela.com.br,
mulher.org.br).
Se bem que muuuitas mulheres estão interessadas em bem mais
do que dietas, decoração e dicas amorosas.
A parcela
feminina já alcançou igualdade com os homens nas pesquisas
sobre Internet. A Nielsen/NetRatings indica a existência de
50,8% de internautas mulheres nos Estados Unidos, enquanto a NFO
Interactive mostra que 58% dos compradores online são do
sexo feminino.
No
Brasil, a Media Metrix identificou um crescimento na participação
de mulheres plugadas de 45% para 48,5% de setembro a dezembro de
2000. A interpretação da diretora do instituto, entretanto,
é cheia de preconceito: ela relaciona o aumento às
férias e às compras de final de ano como se a primeira
coisa que uma mulher fizesse no tempo livre fosse gastar. Realmente,
ainda temos muito a conquistar.
|