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08-08-2001
Talvez melhore em 2002

As empresas participantes da Fenasoft 2001 foram para casa entristecidas. Havia um clima de fracasso no ar. Sim, a feira foi bem visitada, sim, o congresso foi prestigiado, mas não como no ano passado. Cadê o entusiasmo de outrora? Foi-se.

Claro que é difícil recuperar o ânimo exagerado do ano passado. As pontocom pagaram por estandes grandes, brindes refinados e estrelas globais para chamar a atenção para os seus negócios. O público adorou, lotou o pavilhão de exposições. Em ano de ‘pé no chão’ e ressaca pós-fechamento em série de empresas online, não tinha como o espetáculo ocorrer de novo.

O mercado enxugou, mesmo pro varejão em que se transformou a feira (os maiores estandes eram de uma papelaria e de um supermercado). Na verdade, a Fenasoft volta ao seu início, uma época em que não existia Internet, e os computadores pessoais não eram mais do que objeto de desejo dos tarados em Informática.

Os gigantes do setor, Microsoft e Apple, apareceram só em entrevistas pequenas (a primeira) e em pequenos estandes (a segunda), sem muito estardalhaço. Sem considerar, naturalmente, os micros que rodavam sistemas com a marca Microsoft.

De software, nada de bombástico. Pagemaker e Conectiva chegam à versão 7, para alegria de seus admiradores específicos.

Para o grande público, restou apenas o consolo de encher os olhos com engenhocas que já não causam surpresa lá fora, mas que no Brasil só tinham sido vistas em páginas de jornais e revistas, como os eletrodomésticos com acesso à Internet. Tomara que ano que vem tenha muito mais.

 

Coluna atualizada às quartas