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10-01-2001
Quem viver...
Uma
pessoa que recusou sociedade para a criação da Apple
e da Microsoft não deveria ser considerada boa em previsões.
Mas Bob Cringely, ex-colega de classe de Steve Jobs e Bill Gates,
virou um engraçado colunista (www.pbs.org/cringely)
e acertou boa parte das profecias que fez para o último ano.
Por isso estou lhe dando algum crédito nas previsões
para 2001.
Ele
diz que Intel e Microsoft continuarão em declínio
e que cada vez mais vão procurar crescer em áreas
não ligadas ao PC (como o MP3 player da Intel e o videogame
da Microsoft).
A mania
Napster vai continuar, mas a tendência de legitimidade comercial
no compartilhamento de músicas digitais deve levar o serviço
a criar outras atrações. O fato de CD-RW e MP3 player
continuarem boas apostas no negócio de hardware está
ligado a isso.
Ainda
no mundo hard, não haverá um novo computador Amiga
este ano. Ou nunca mais, arrisca. E a banda larga continuará
a enfrentar problemas.
A recessão
americana, se acontecer, só deverá ocorrer
no terceiro trimestre. Cringley diz que o banho de sangue
das pontocons vai se acalmar no meio do ano, quando as que sobreviverem
terão descoberto como ganhar dinheiro com o negócio.
O Linux
continuará seu crescimento espetacular como sistema
operacional, mas não (ainda) como uma plataforma em
evidência no mercado.
A Microsoft
vai chegar a um acordo com o Departamento de Justiça americano.
A bola de cristal de Cringely, entretanto, não vê qualquer
tipo de cisão.
Daqui
a um ano a gente comenta os erros e acertos deste ex-quase futuro
milionário.
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