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11-04-2001
Arrumando as malas

De vez em quando tem alguém da área de tecnologia arrumando as malas e se mudando para trabalhar no exterior. Pela excelência do profissional local, imagine quantos não sairiam se houvesse um contato mais estreito com as empresas de fora.

Seriam cerca de 2 mil contratados. Pelo menos essa é a expectativa do diretor do Ibratec, David Stephen, que implanta em janeiro um escritório em Atlanta, nos Estados Unidos, para facilitar a contratação de mão-de-obra brasileira na terra do Tio Sam.

Claro que ninguém vai se aventurar. Stephen tem nas mãos estudos com empresários locais que indicam que pelo menos 35% da demanda do setor é atendimento por trabalhadores não-americanos. E uma pesquisa confirma a previsão do Los Angeles Times de que a indústria americana escolheria cidadãos locais para preencher metade das 1,6 milhão de vagas em 2000. A outra metade foi formada por indianos, coreanos, mexicanos e... brasileiros.

Suporte a usuários e programadores são as funções mais procuradas. Como são atendidas pelos cursos profissionalizantes do Ibratec, Stephen espera facilitar a empregabilidade de grande parte dos alunos das unidades de Recife, Maceió e João Pessoa. Hoje, a taxa de absorção é de 95%.

O escritório de Atlanta, que pode se chamar Ibrasoft, é o início do processo de criação de unidades do Ibratec em outros países. Serão investidos US$ 300 mil. O passo seguinte é levar a metodologia de ensino para o exterior.

“Vamos facilitar a contratação, mas também estimular a prestação de serviço virtual”, diz David Stephen. Em agosto, serão feitos os acertos finais para o início da operação em 2002.

 

 

 

 

Coluna atualizada às quartas