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11-07-2001
Sorrindo à toa

Pense
em todos os nomes de softwares que você conhece. Não
será estranho se a maioria deles levar a marca Microsoft.
Pouco
afeito a entrevistas, o fundador da gigante da Informática,
Bill Gates, está com um ar tranqüilo e sorridente nas
fotos que ilustram a reportagem de capa da revista Exame Negócios.
Não é só porque recuperou o título de
homem mais rico do mundo, graças a sua fortuna de US$ 58,7
bilhões. Nem só porque as ações da sua
empresa subiram mais de 60% desde o início do ano.
Na
época das fotos e da entrevista, Gates ainda não sabia
do resultado a seu favor do Tribunal de Apelações
de Washington, que anulou a decisão do juiz Thomas Penfield
Jackson de dividir em duas a Microsoft. Imagine como Gates não
deve estar satisfeito agora.
Acusem
o homem de formar monópolio, e até de cinismo em algumas
vezes, mas não de ser um frasista ruim.
Sobre
a inserção de países como o Brasil na economia
digital: A receita é levar as crianças para
as instituições. O ideal é ter computadores
que possam ser usados por qualquer um que queira aprender na escola,
em bibliotecas locais ou centros comunitários.
Sobre
a ameaça do Linux: Sempre haverá software gratuito
e software pago.
Sobre
a Microsoft ferir a regra de competição vinculando
todos os sistemas ao sistema operacional Windows: Não
há nada mais pró-consumidor do que incluir novas funções
no sistema operacional.
Sobre
a alta aposta em negócios: Somos uma empresa de longo
prazo. Podemos despejar milhões de dólares no que
achamos que será importante e depois descobrir pelo que os
clientes estão dispostos a pagar.
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