|
12-09-2001
O terrorismo e a Internet

Veio
a tragédia e a Internet não decepcionou. Correspondeu
à expectativa dos milhões de internautas que se conectaram
para buscar e trocar informações sobre os ataques
terroristas aos Estados Unidos, seja na Web, softwares de correio
eletrônico, listas de discussão ou programas de mensagem
instantânea. Só que o tráfego extrapolou o limite
aceitável e a Rede congestionou lá por volta do meio-dia.
Nada
que comprometesse a cobertura online. Praticamente todos os sites
de notícia passaram a atualizar o noticiário. Sites
jornalísticos como Clarin, Le Monde e UOL retiraram as seções
habituais para deixar o site mais leve, mais fácil de ser
acessado.
Esse
poder de mutação é um trunfo porque cada site
pode se adaptar ao momento. O JC OnLine, como a maioria dos
sites, também travou por volta do meio-dia de ontem. O serviço
de atualização automática não funcionava,
e a equipe de 12 pessoas que se dedicava à cobertura teve
de editar as páginas manualmente para continuar. Mais de
100 notícias haviam sido publicadas até as 6h da tarde,
com base em TV, rádio e sites nacionais e internacionais.
A audiência era grande. Aliás, espera-se que seja batido
o recorde de tráfego da história da Internet mundial.
O que
falta à Internet é uma maior infra-estrutura. Ao contrário
da TV, a Rede tem sua eficiência baseada na quantidade de
pessoas conectadas. Se esse número for muito grande num mesmo
momento, corre-se o risco de congestionamento, ou seja, tornar a
navegação lenta ou inacessível. Foi o que aconteceu.
Mas a cobertura foi realizada e a Internet mostrou mais uma vez
sua maturidade.
|