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12-12-2001
Um iG que funciona

Um
iG que funciona. É assim que Daniela Bertrand Rangel define
o serviço de Internet gratuita que o iBest oferece a partir
desta sexta-feira. O dileto leitor nem se anime, que a novidade
só chega a Pernambuco no ano que vem.
Daniela
é diretora executiva do iBest, chamado de Oscar da
Internet brasileira, que virou
portal e provedor depois de comprado pela Brasil Telecom.
O sonho
da maior parte dos assinantes, ter linhas livres de acesso a uma
velocidade decente e não pagar nada por isso, pode estar
chegando, promete o iBest. O curioso é que alguém
esteja apostando nisso depois do quebra-quebra que vivenciamos há
um ano.
Você
lembra? No começo de 2000, o acesso gratuito parecia a grande
solução. Teve gente que disse que esse era o modelo
definitivo. Em outubro do mesmo ano, começou a quebradeira:
Super11 e NetGratuita, depois Tutopia, Terra Livre e os demais.
Todos diziam que o modelo era insustentável. Só ficou
o iG.
Agora
vêm a Brasil Telecom e o iBest dizendo que há lógica
na viabilidade do serviço. Daniela explicou que 50% do dinheiro
pago à operadora pela chamada local vai para o provedor gratuito.
No caso, para a Brasil Telecom. E que isso é suficiente para
manter o serviço. Se é tão simples assim, por
que só o iG conseguiu sobreviver?
A diretora
do iBest garante não só a gratuidade, mas a qualidade
do serviço. Ela não disse quantas linhas serão
disponibilizadas, mas garantiu que não haverá problema
de conexão. É esperar para ver.
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