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13-12-2000
Doce revolução

Teorias mirabolantes, a ciência tem pencas delas, sobre vários assuntos. E a Internet não podia escapar da lupa dos estudiosos.

A nova é da New Scientist. A revista divulgou que os internautas usam instintos primitivos para navegar. Isso mesmo: ao apontar o mouse de um site para outro, na verdade estariam seguindo os mesmos instintos dos homens das cavernas mudando de ambiente à procura de um mamute.

Mais – a teoria dos estudiosos do centro de pesquisa da Xerox na Califórnia sugere que a informação deixa um ‘cheiro’, fazendo com que os internautas reconheçam os links que melhor os levam aos dados que procuram. Continuando o paralelo, o homem da caverna também teria esse senso, que o ajudaria a achar a caça desejada.

Estudantes da Alemanha, por sua vez, chegaram à conclusão de que os e-mails são a maneira ideal de estudar a forma de comunicação entre os enamorados. Isso porque é uma linguagem mais próxima da fala, sem o rigor das cartas escritas à mão e o desconforto da fala gravada por um microfone.

No tipo de abordagem, essas pesquisas estão no mesmo patamar daquela que quer saber se o pingüim, quando olha para alguma coisa no céu, cai para trás (é verdade!). Mas têm o mérito de mostrar que não há nada de absurdamente novo na Internet. Claro que os recursos de interatividade são muito próprios da Rede, mas o conceito da informação em tempo real já vem sendo usado há muito pela TV e pelo rádio.

O que os estudiosos deviam falar é que a Internet é uma mídia essencialmente de texto. Estamos lendo como nunca, e muitos nem percebem isso. Apesar das imagens, sons e efeitos, o hipertexto ainda é o motor que alavanca a Web. Isso sim é que é revolução.

 

 

 

Coluna atualizada às quartas