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14-02-2001
A IBM e o Holocausto

Você já deixou de usar uma marca de tênis que utiliza mão-de-obra infantil? Ou cortou um produto da sua lista de compras porque afetava o buraco da camada de ozônio?

A cultura da ‘consciência comercial’ ainda é pouco disseminada no País e por isso fica difícil prever o impacto da possível cumplicidade da IBM com o nazismo em países como o Brasil. Se comprovada a denúncia, qual será a posição do consumidor de produtos de Informática? Algum deles se sentirá tão incomodado a ponto de deixar de comprar um produto da marca se for confirmada a participação ativa da companhia no Holocausto?

Claro que ninguém vai deixar de reconhecer a IBM como a maior empresa de computadores do mundo. Ela continua em posição de muito destaque no mercado, embora já não lidere o mercado de computadores pessoais. Mas o mar de escândalos em que nos encontramos tende a atenuar a reação das pessoas e a fazê-las esquecer notícias como esta mais rapidamente.

Para a equipe do caderno de Informática deste JC, a revelação que veio à tona no último final de semana nos principais meios de comunicação do mundo, merecia uma repercussão local. Num esforço de reportagem, trocamos de última hora a matéria de capa desta edição. O resultado você pode conferir nas páginas 1 e 2 do caderno.

Assim como fez parte do Holocausto, o maior crime que a humanidade já cometeu contra si mesma, a tecnologia infelizmente sempre esteve ao longo da história a um passo de usos funestos. Boa leitura.

 

 

 

Coluna atualizada às quartas