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14-11-2001
O mal da Internet

A disseminação
de pedofilia é uma das faces mais repugnantes da Internet.
O caráter libertário da Rede, de acesso livre a pessoas
de qualquer idade, impede o controle do material visitado e dificulta
a investigação policial.
Pedofilia
é crime, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A pena é de um a quatro anos de prisão. No Brasil,
o caso mais recente ocorreu anteontem. O médico gastroenterologista
Rodrigo Villaça foi preso e acusado de usar o computador
do Hospital de Base de Brasília para transmitir fotos de
sexo entre crianças e adultos na Internet. O que tornou a
cena ainda mais grotesca e chocante foi o fato de o médico
estar se masturbando na hora do flagrante.
A boa
notícia é a possibilidade de se chegar a outros pedófilos
do Brasil e até de outros países, seguindo as pistas
dos arquivos apreendidos dos computadores do médico. Villaça
confessou o crime. Suspeita-se que ele participe de uma rede fechada
de troca de fotos. Daí porque a Interpol foi chamada para
ajudar a Polícia Federal.
Será
que vão conseguir? Boa sorte a eles, mas é uma empreitada
e tanto. As tentativas de controle de conteúdo na Internet
levam muito tempo, muitas delas são frustradas. Nos Estados
Unidos, dois anos de investigação levaram à
prisão de 100 pessoas. Do casal que estava à frente
da rede de pornografia, o homem foi condenado à prisão
perpétua e a mulher, a 14 anos de prisão.
Claro
que o problema já existia no mundo real, mas na Internet
ganha uma força de multiplicação impressionante.
Isso é que preocupa e tem que ser combatido.
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