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16-05-2001
O sonho de R$ 100 milhões

O Centro
de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) partiu
definitivamente para a internacionalização ao anunciar
a chegada a centros como São Paulo, Rio, Brasília
e Estados Unidos, como adiantou na semana passada o caderno de Informática
deste JC, a mudança de unidades de negócio
para o Porto Digital e o faturamento 20% maior do que o esperado
(R$ 12 milhões este ano).
Anteontem,
em coletiva à imprensa sobre os cinco anos da entidade, foi
apresentada a nova logomarca, que mistura elementos armoriais e
tecnológicos. É o Cesar fazendo para o mundo, como
diz o slogan. Nas palavras do presidente, Silvio Meira, dá
pra fazer aqui, tudo dá pra fazer aqui, rejeitando
a idéia de que mão-de-obra de qualidade tem que deixar
Pernambuco para crescer.
O que
se defende é que, apesar da enxurrada de recém-formados
para trabalhar no exterior em gigantes como Microsoft e Nokia, os
profissionais podem, sim, ter realização profissional
permanecendo no Pólo de Informática de Pernambuco.
Ou mesmo fazendo o caminho inverso, dos centros maiores para a Mauricéia
Desvairada (caso do gerente de Negócios do Cesar, o paulista
Francisco Costa Neto, e do pernambucano h.d. mabuse, que voltou
de São Paulo para trabalhar no Cesar).
Mas
se é possível permanecer no habitat natural, o alvo
dos negócios tem de extrapolar os limites pernambucanos.
Só assim para chegar ao faturamento de R$ 100 milhões,
meta para os próximos 10 anos.
A ousadia
faz parte do sonho melhor seria dizer objetivo? de
fazer do mercado de Tecnologia da Informação local
um negócio de R$ 2 bilhões, também em uma década.
Parece muito? Daqui a 10 anos a gente conversa.
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