|
17-01-2001
Na boca do mundo
A
produção tecnológica de Pernambuco, que já
vem despertando interesse na mídia nacional, agora chama
a atenção também internacionalmente.
Uma
repórter da prestigiada revista norte-americana Business
Week passou 10 dias no Recife para uma reportagem sobre o Porto
Digital. E, em dezembro, foi publicada uma extensa matéria
no jornal The New York Times sobre o assunto.
O texto
do NY Times faz a relação entre o passado de prostituição
da área portuária e os novos tempos, com a computação.
Situa momentos de destaque da história local, como a liderança
na exportação de açúcar em 1640 e o
ritmo Mangue Beat, e cita que ex-alunos do Cesar trabalham em empresas
como Microsoft, Cisco, AT&T e France Telecom. Tudo para falar
do potencial da cidade e da transformação que está
sendo feita.
No
texto não há nenhuma
passagem tratando Recife como uma supresa do Terceiro Mundo. Mas
muitos empresários insistem em fazer discurso de vítima,
como se houvesse uma força maior coibindo o crescimento de
Pernambuco.
A questão do Pólo de Informática não
está ligada a bairrismos. A visibilidade que Pernambuco já
conquistou é resultado de muito trabalho. E esta fórmula
deve continuar: arregaçar as mangas para aparecer. E não
o contrário. Apostar no potencial humano, eis o trunfo. Ou
alguém pensa que os possíveis R$ 40 milhões
da Lei de Informática para pesquisa virão à
toa?
Nas
palavras de Silvio Meira, no final da reportagem: As pessoas
são nossa principal vantagem competitiva. Dinheiro não
é mais problema, os investimentos já existem.
|