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18-04-2001
Todo cuidado...

Nada de bairrismos, mas Recife saiu na frente ao aprovar a lei que regulamenta o uso preferencial de software livre na Prefeitura [leia mais].

Agora os cuidados têm que ser redobrados: é preciso avaliar caso a caso se cabe a migração do sistema de código proprietário para o sistema de código aberto equivalente. O programa tem que ser estável para ser usado. Dependendo do estágio de desenvolvimento, seu uso pode não ser aconselhável para aplicações de missão crítica como as existentes em uma prefeitura (impostos, títulos, etc).

O primeiro passo é apostar em capacitação da mão-de-obra. Não só do operador do sistema, mas do técnico que vai definir a migração dessa ou daquela plataforma. É preciso que os profissionais que vão trabalhar com os sistemas entendam o que danado é código aberto, software livre e outros conceitos que estão se tornando mais populares a cada dia.

Depois, saber quais são as ofertas de software livre. E cuidar das licenças, para não ter que compartilhar modificações em sistemas que sejam considerados estratégicos.

Daí a importância da criação do laboratório para fazer essas análises. Ao que parece, não há pressa para migrações desnecessárias. E a própria Emprel, empresa de informática da Prefeitura do Recife, tem familiaridade com o assunto: já usa Linux em vários sistemas de segurança e Internet.

A iniciativa recifense vai ser seguida em outras cidades: existem propostas semelhantes na Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília. E até o Governo de Pernambuco está amadurecendo um projeto desses. É o futuro do e-governo.

 

 

 

Coluna atualizada às quartas