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18-07-2001
Os méritos de cada um

A indústria
fonográfica norte-americana conseguiu colocar a última
pá de cal no serviço de compartilhamento de músicas
Napster: decisão da Justiça dos Estados Unidos determinou
que o sistema não funcione até que cumpra todas as
restrições impostas. Ou seja, não permita de
jeito nenhum o tráfego de canções com direito
autoral garantido.
Nada
de blablablá sobre a característica anárquica
da Internet, ainda que seja um ponto relevante nessa era de ascenção
e queda das pontocom. E o usuário não fica órfão
porque aprendeu a descobrir outros serviços de troca-troca
virtual desde que essa confusão toda começou: Gnutella,
BearShare,
Gnotella,
Audio Galaxy,
eDonkey 2000,
etc, etc.
Para
os grandões do mercado, o Napster virou o exemplo da impunidade
e do descumprimento do pagamento obrigatório de direito autoral.
Na verdade, deveria ser muito bem recompensado pelos artistas e
gravadoras. E não só porque circulou, numa velocidade
e numa quantidade nunca vistas, milhões de canções
entre milhões de internautas. Mas porque identificou e criou
um novo mercado para a indústria que é a possibilidade
de trocar e comercializar músicas pela Internet.
Identificar
um mercado não é nada fácil. Não é
à toa que casos de sucesso como o sistema de busca Yahoo!
e o serviço de e-mail gratuito Hotmail se tornaram tão
emblemáticos. Esse é o maior rancor das gravadoras:
o de não ter tido a idéia primeiro.
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