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20-06-2001
E-mail = spam?

Boatos sempre existiram. Mas, com a Internet, ganharam um poder de propagação nunca antes visto. Mensagens com histórias de crianças doentes ou promoções incríveis (geralmente mentiras retumbantes) rodam o mundo em poucas horas.

São tantas as mensagens circulando que uma campanha com verdadeiro espírito de solidariedade corre o risco de esbarrar no descrédito. Até porque hoje existem sites abertos de mensagens anônimas como o Toque Sutil e o Paulada, que inclusive estimulam as brincadeiras infames.

Os internautas reclamam da perda de tempo com mensagens absurdas, do entupimento de suas caixas postais, do congestionamento da rede.

Têm razão. Os usuários de Internet em todo mundo gastam US$ 9,4 bilhões por ano em conexão apenas para receber e ler e-mails não solicitados, segundo estudo da Comissão Européia. Para os provedores, também há o custo de ocupação da banda com tráfego de mensagens.

Prejuízo também para o pessoal do marketing por e-mail, um instrumento eficaz que pode fracassar se o usuário considerar a mensagem um spam.

E prejuízo, claro, para as empresas que têm seus nomes envolvidos em mensagens inverídicas, seja por manchar a imagem institucional, seja por afetar realmente o negócio.

E o e-mail, a ferramenta mais utilizada da Internet, vai perdendo a credibilidade.

 

 

Coluna atualizada às quartas