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21-03-2001
Santa tecnologia...
Outro
dia participei de uma entrevista coletiva pela Rede e o sistema
congestionou. A cada 60 segundos de transmissão, eram cerca
de cinco minutos de silêncio. Impossível entender o
que se falava. Quando a voz dizia: E isso é fundamental
porque..., lá vinha o famoso lag, que nos
acompanha desde os primórdios do IRC (bate-papo modo texto,
para os não-viciados)!
O mais
difícil nessas horas é saber em quem botar a culpa.
Se no computador, que não agüenta o tranco; no modem,
ultrapassado nessa era de banda larga; na conexão, seja discada
ou dedicada. Ou nos próprios milhões de caminhos e
descaminhos (a Internet tem 7 mil redes) que existem entre o seu
computador e o da pessoa com quem você está tentando
manter uma comunicação decente.
No
fim, acabei ficando sem informação suficiente para
escrever a matéria (no jargão jornalístico,
o texto) e tive de recorrer a um aparelhinho esquecido neste meio
digital de videoconferência pela Internet: um telefone!
Em
outra ocasião, pelo bate-papo, a experiência foi ainda
pior. Cinco manés espalhados pelo País tentavam fazer
uma entrevista. Claro que o entrevistado só respondia ao
que queria. E ainda demorava um tempão para digitar!
Perda
de tempo, nos dois episódios. A Internet ainda não
suporta tamanha interatividade. Pelo menos, para o usuário
comum. A Web estourou como mídia, mas a falta de unidade,
o seu caráter caótico, impedem que os avanços,
principalmente na largura de banda (igual à rapidez no acesso),
sejam colocados ao dispor de todos simultaneamente. Santa tecnologia,
rogai por nós.
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