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23-01-2002
Encanto por um fio

Logo depois de a Intel lançar o Celeron de 1,3 GHz, a AMD lança o chip Duron de 1,3 GHz. A disputa pela linha de processadores voltados ao mercado de PCs de baixo custo está cada vez mais acirrada e exemplifica a corrida das empresas pelo melhor desempenho no setor.

A briga esquentou quando a AMD começou a usar a arquitetura QuantiSpeed. A nova tecnologia potencializa o processador, que tem desempenho maior do que a velocidade do clock. Assim, a empresa garantia em dezembro que um Athlon XP 1900+ de 1.6 GHz, por exemplo, podia concorrer com um Pentium 4 de 1.9 GHz. Isso a gente já explicou aqui no caderninho pra você.

Que a tecnologia avança a passos largos a gente sabe. Isso até já virou chavão, lugar-comum. Os avanços são tão rápidos que o fantástico micro que você acabou de comprar não chegará à metade do ano sem ter um concorrente melhor, mais potente e, quem sabe, até mais bonito (vide o novíssimo iMac).

O perigo é que esses lançamentos, tão próximos um do outro, acabem sendo mais rápidos do que a capacidade do consumidor de se encantar por eles. Não faz muito tempo, o lançamento de um novo chip rendia espaços privilegiados nas publicações especializadas e comentários entre os micreiros. Hoje, a gente se vira pro colega e pergunta: “O mais novo Pentium 4 tem quantos ‘giga’ mesmo?”. O usuário ganha com o avanço, mas o mercado tem lucrado muito mais. Em tempo: o mais recente Pentium 4 tem 2,2 GHz.

 

 

Coluna atualizada às quartas