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24-01-2001
O país dos hackers

Ora, quem diria? Viramos mesmo o país dos hackers! Agora com atestado e tudo!

A instituição Attrition, que acompanha os ataques hackers em todo o mundo, concluiu que o Brasil foi quem teve maior aumento no número de páginas hackeadas em 2000. Passamos de 124 ataques em 1999 para 563 no ano passado. Isso somando as invasões que eles conseguiram contar.

Grupos como Prime Suspectz, Insanity Zine Corp., Morfeu e Crime Boys se divertem provando a vulnerabilidade de sites como o Jornal do Brasil, Ministério da Defesa, Banco Central e Congresso Nacional. Ou usam seu conhecimento em nome do amor, como no caso do hacker apaixonado que invadiu mais de 200 sites de pequenas empresas na semana passada para fazer uma declaração à namorada.

Quando causam apenas o dissabor de alterar a página principal de algum site, os invasores criam um problema menor. Mas quando removem dados ou adulteram sistemas, aí, sim, o prejuízo é grande.

Os grandes do setor sabem do perigo que correm e juntaram as forças para melhor se proteger. O centro de segurança sem fins lucrativos foi batizado de Information Technology Information ‘Sharing and Analysis Center e recebeu US$ 750 mil de 19 empresas do porte de Microsoft, Oracle, AT&T, Cisco, IBM e Intel. As operações serão realizadas pela Internet Security Systems, de Atlanta.

Se tem empresário tupiniquim que só acredita no exemplo norte-americano, aí está: a preocupação dos gigantes mostra que o problema dos hackers é mais sério do que parece. Só não acredita – ou não se protege – quem quer.

 

 

 

Coluna atualizada às quartas