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24-10-2001
O fantasma das pontocom

Quando se pensava que a novela da crise das pontocom já havia atingido o seu clímax, com o fechamento de inúmeras operações e reestruturação de outras tantas, abre-se um novo capítulo do enredo. São novos anúncios de demissões e uma nova rodada de especulações.

O caso mais recente é o do provedor Inter.Net que, desde o rompimento com a PSINet, trava uma verdadeira batalha para não seguir o mesmo caminho, o da falência. O último lance foi dado na quarta-feira passada (17), com o desligamento de 83 funcionários, 35% do quadro de pessoal da empresa.

Segundo o presidente da Inter.Net, Clóvis Lacerda, a medida visou a garantir o equilíbrio das contas até o fim de novembro, única forma de afastar o fantasma da falência, que teima em rondá-la.

O discurso é bonito, mas, na prática, a impressão é a de que a Inter.Net não se segura em pé por muito tempo, principalmente se consideradas as áreas em que houve cortes: marketing e vendas, recursos humanos e, acredite, central de atendimento, o maior ‘calcanhar de Aquiles’ da empresa. O efeito direto da ação? Congestionamento de linhas, o que a Inter.Net bem sabe, resulta em evasão de clientes e perda de credibilidade. “A partir de agora, a empresa ficará estável”, crê Lacerda. O problema é como chegar ao equilíbrio quando se perde usuários e, ao mesmo tempo, não se renova a carteira de clientes, devido ao pouco valor dado ao estratégico setor de vendas.

** Interina: Mona Lisa Dourado. A jornalista Melissa de Andrade reassume a coluna na próxima semana

 

 

Coluna atualizada às quartas