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29-11-2000
Será o fim do papel?

O título acima não deve chamar a atenção dos apocalípticos nem desviar a dos integrados. Não se trata de levantar mais um vez a chatíssima discussão sobre o término ou não do uso da celulóide para livros e jornais (que não vão acabar na versão impressa tão cedo, caso os desavisados queiram saber).

Argumentos sobre o assunto à parte, o fato é que ninguém mais pode usar a desculpa de não gostar de e-books (livros eletrônicos) porque “não dá para ler deitado”. Foi criada a tela digital, 2,5 vezes mais fina que uma folha padrão de papel: apenas 0,25 milímetros de espessura.

O protótipo, que leva a marca Canon, tem o toner espremido entre duas lâminas de filme plástico. O que significa que a tela é menos frágil que os Liquid Cristal Displays (LCDs), feitos com cristal líquido entre duas lâminas de vidro.

A tecnologia faz com que a imagem permaneça no display mesmo quando a tela for desligada. Ou seja, o monitor só precisa ficar ligado enquanto as imagens são desenhadas.

A grande vantagem do projeto da Canon é sinalizar para um produto que una portabilidade e praticidade. É certo que ainda não inventaram nada tão bom para ler quanto uma folha de papel. A dificuldade de leitura nos meios eletrônicos é real devido à luminosidade.

Mas as empresas de tecnologia estão empenhadas em criar produtos confortáveis para a vista e para a postura. A tela flexível, ou display dobrável, é alvo de pesquisa de outras companhias, como a E-Ink Corporation e a Lucent Technologies.

Só uma coisa não pode mudar nisso tudo – o prazer pela leitura. Seja em qual meio for, tradicional ou eletrônico.

 

 

 

 

Coluna atualizada às quartas