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02-08-2000
O
feirão da Internet
Cinema 3D. Atores e figurantes por todos os lados. Música bate-estaca
e DJs nos maiores estandes. Uma versão nacional do Epcot Center,
da Flórida (EUA). A Fenasoft deixou de ser uma feira de varejo comum
para se transformar numa grande feira de Internet. Com exceção do
UOL, os principais sites estavam lá.
Apesar
de todos saírem carregados de sacolas, batendo em todos que passavam
pela frente, os volumes eram quase todos virtuais. Os gerentes da
Kalunga e do Carrefour, os dois maiores estandes do evento – com
2,5 mil metros quadrados e 720 metros quadrados, respectivamente
– não falam em números. Mas são enfáticos ao criticar o desempenho
das vendas. Esperavam mais.
Mas
também pudera. Com tantos brindes interessantes sendo dados (martelinhos
infláveis, bolas anti-estresse, chapéus), artistas globais e músicos
distribuindo autógrafos na Fenasoft, quem ia perder tempo atrás
de promoções? Os preços dos equipamentos e softwares estavam quase
os mesmos do mercado. As únicas diferenças eram as parcelas (um
pouco) mais suaves.
O tamanho
das filas no estande da Globo.com, por exemplo, era assustador –
mas friamente calculado. Os administradores do portal montaram uma
estratégia para cadastrar quem circulava pela feira como usuário
e movimentar o site. Tiraram fotos das pessoas em câmeras digitais,
criaram mousepads personalizados com os rostos e, para entregar
o brinde, a única exigência era o cadastro.
Apesar
das características de parque de diversões, os organizadores da
Fenasoft não reclamam. O número de pessoas circulando pelo pavilhão
bateu os 800 mil previstos e mais de 80% dos expositores confirmaram
presença na próxima edição do evento. (Manuela Allain, da Fenasoft
– São Paulo)
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