04-10-2000
A corrida maluca

A extrema velocidade da apuração nas eleições municipais deste ano surpreendeu todo mundo, de forma positiva. Surpreendeu até o Tribunal Superior Eleitoral que, ao que tudo indica, subestimou a própria capacidade dos TREs na hora de montar seu esquema de divulgação online aos provedores selecionados para esta tarefa. O que se viu, além da defasagem entre o que publicavam os provedores credenciados e o andamento normal da totalização, foi o congestionamento dos sistemas que, em alguns casos, beirou o caos.

Para os sites de jornalismo online acabou valendo, mais do que a tecnologia disponibilizada pelo TSE e TREs, o trabalho dos seus repórteres e apuradores. Valeu a valorização do velho e bom trabalho de reportagem, sobretudo das emissoras de rádio. Estas foram as verdadeiras responsáveis pela atualização dos sites jornalísticos.

Aqui no Recife, ninguém de sã consciência imaginava que a apuração teria a velocidade que teve. Não fosse um problema com 25 urnas do Clube Português, a totalização dos votos teria sido concluída antes das 23h.

Falando em causa própria, o JC OnLine firmou acordo operacional com o provedor estadual da Fisepe para que a apuração fosse transmitida em tempo real, direto do TRE. Em que pese todo esforço e o alto grau de profissionalismo demonstrado pelo pessoal do provedor, o sistema de comunicação com o TRE travou várias vezes, seguindo o que foi a regra em quase todo o País. Um provedor nacional, por exemplo, informava que a apuração no Recife estava em 40% no momento em que a apuração já havia acabado e os candidatos já sabiam se choravam ou se sorriam. Coube aos repórteres a tarefa de levar aos usuários a informação correta, no espaço de tempo mais curto possível.

Para o segundo turno, a coisa deve melhorar. Menos candidatos, menos problemas e mais experiência devem fazer o TSE corrigir o maior erro que cometeu e redimensionar o seu sistema.

 

 

 

 

Coluna atualizada às quartas