07-06-2000
Um marketing para a Web

Os pesados investimentos feitos em marketing por provedores, portais e empresas pontocom em geral apontam para um elemento de primeira necessidade nesse nascedouro da Internet como mídia: a necessidade de marcar posições. É um trabalho preliminar que será precedido, em um período ainda incerto – como imprevisível é quase tudo nessa recente e fulminante história da Web –, por uma segunda fase que será a consolidação do ciberespaço como veículo atrativo a agências de publicidade e anunciantes.

Todo mundo na Internet está atrás de um marketing eficaz e poucos estão conseguindo. Alguns estão resvalando para o spam, outros até para a superexposição, o que é igualmente ruim para a imagem de um produto. Em outras palavras, o limite entre a divulgação e a saturação de um site pode estar nas mãos dos seus ‘marketeiros’.

Na semana passada, um seminário de Web Marketing, promovido em São Paulo pelo IDG Now!, mostrou que as linguagens ainda estão muito longe de um consenso quando o assunto é marketing pela Internet.

A explosão de empresas e a sede de mostrar serviço aos investidores está criando alguns ‘cases’ negativos. No quesito superexposição, há o caso de um megaportal que, por ter a sigla em todo canto, acaba marcando gol contra, como erguer um enorme balão de gás próximo ao Corcovado e, ao invés de empolgar, revoltar turistas, gente que estava ali afim de ver apenas a estupenda paisagem carioca.

Como tudo na Web, isso é apenas uma questão de tempo e de se encontrar a linguagem ideal. Esperam por isso, agências, anunciantes e veículos de comunicação que querem consolidar a Rede como mídia rentável e definitiva.

 

Coluna atualizada às quartas