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10-05-2000
De olho na fraude online
Comprar
pela Internet ainda é considerado por muitos uma atividade
de risco. Mesmo com todos os procedimentos de segurança adotados
pelos sites, uma boa parcela de internautas ainda pensa duas, três
vezes, antes de passar o número do cartão de crédito
e fechar uma transação comercial pela Rede. Seja de
um simples CD até máquinas e equipamentos os mais
sofisticados, de tudo existe para se comprar sem sair de casa, através
de um computador conectado. Pois uma pesquisa recente feita entre
consumidores dos Estados Unidos mostra que esse mesmo consumidor
teme ser lesado durante uma compra via Web. E o medo, na maioria
dos casos, nem chega a ser de hackers, mas de sites desonestos que
embrulham o internauta, compram e não entregam, modificam
pedidos ou enviam produtos fora das especificações
prometidas na hora de vender.
Por
aqui ainda não se tem notícia de qualquer tipo de
mecanismo de proteção ao consumidor online, a não
ser os meios normais e não raro ineficazes
de se prestar queixas. Dos EUA pode estar vindo o modelo. Lá,
o Departamente de Justiça acaba de criar um centro onde o
FBI e outras agências federais agem no combate à fraude
virtual. O foco do serviço é, justamente, as transações
de software e hardware através de sites e leilões.
O escritório do Internet Fraud Complaint Center (IFCC) já
nasce com 12 representantes do FBI e mais 25 funcionários
federais, tendo um orçamento anual de US$ 6 milhões.
Trata-se
de uma iniciativa necessária. E que pode, no futuro, significar
menos interrogações na cabeça de um público
que só faz crescer, mesmo com medo de ser enganado. Nos EUA,
a média de reclamações de fraudes online chega
a 300 ao dia.
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