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12-07-2000
Atentos
à radiação
Numa
semana cheia de novidades na telefonia móvel celular – estréia dos
serviços de mensagens curtas em Pernambuco e definição das regras
para a banda C –, surge outra boa nova. Nesta segunda-feira (10),
a TIM fechou parceria com a Universidade Federal da Paraíba. O convênio
vai financiar o Laboratório de Comunicações (LabCom) do Departamento
de Engenharia Elétrica em pesquisas no setor de celulares. Entre
os estudos agora financiados pela operadora visando o lado social,
está o dos efeitos da radiação emitida pelos celulares.
Iniciadas
ano passado, as pesquisas já apontam para o uso mais cuidadoso do
aparelho. Uma das conclusões é que a exposição permanente ao celular
pode provocar queda na fertilidade. Expostos ao celular, os ratos
tiveram um número menor de filhotes – já a partir da segunda geração,
procriaram só 75 das 100 cobaias. Em outros números, 1/4 não conseguiu
gerar. Indo mais a fundo, os pesquisadores concluíram que a radiação
interrompeu o amadurecimento de alguns óvulos e espermatozóides.
Outra
conclusão da pesquisa é que as gerações futuras dos ratos expostos
constantemente ao aparelho mostram mais dificuldade de aprendizagem.
Nos experimentos, as cobaias foram expostas por uma hora diária
à radiação de celular de antena com densidade de potência de 1,6
miliwatt/cm². Essa potência é geralmente a máxima atingida pelos
telefones, quando há obstáculos na comunicação com a Estação Rádio-Base
(o usuário no carro, dentro de casa). Há que se levar em conta,
porém, que o rato é dezenas de vezes menor que uma pessoa – portanto,
os efeitos estão potencializados. A pesquisa mostra que a TIM tem
uma preocupação com os efeitos da tecnologia. E serve também – e
principalmente – de alerta tanto para o usuário quanto para os fabricantes,
para que invistam em melhoria dos equipamentos, para tentar dissipar
os efeitos colaterais.
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