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13-09-2000
Fim
de um sonho grátis

Esta
semana acabou o sonho de um dos muitos provedores que surgiram na
onda do acesso gratuito à Internet. A exemplo do IG, do NetGratuita/BOL,
Terra Livre/Terra e de outros que continuam resistindo, a Super11.net
também começava a sua história prometendo o
sétimo céu aos seus usuários.
Nesta
segunda-feira, aconteceu justamente o contrário: a Embratel
e a Telefónica anunciaram que vão cortar-lhe as linhas
e seus mais de 100 funcionários foram impedidos de entrar
no prédio. Trata-se do primeiro grande naufrágio da
Internet gratuita, uma onda que surgiu há pouco mais de seis
meses e que varreu o mercado com promessas mirabolantes de lucros
fabulosos.
A derrocada
da start-up que chegou abocanhando nada menos que US$ 9 milhões
do Banco Safra começou entre abril e maio, meses cuja lembrança
ainda faz gelar investidores e empreendedores. Foi a época
da crise da Nasdaq. Segundo biografia do provedor, publicada esta
semana pelo IDGNow!, o Super11.net meteu-se em uma complicada barganha,
na tentativa de atrair novos investidores e livrar-se de uma dívida,
àquela altura preocupante. Não conseguiu fechar nenhum
negócio e a situação rompeu o limite do insustentável.
Até
o final de semana, o provedor precisará encontrar um investidor
que aceite retirá-lo do atoleiro, o que os analistas do mercado
consideram bastante improvável. Até lá, os
seus mais de 300 mil usuários cadastrados ficarão
a ver navios. Trata-se da primeira grande bolha da Internet gratuita
a estourar. E de uma prova concreta de que o mercado de Internet
vive novos tempos, com o real sobrepondo-se cada vez mais ao virtual,
quando o assunto é retorno de capital investido.
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