 |
27-09-2000
A
Maximídia vê a Web

A
grande novidade do Maximídia 2000 é que descobriram,
enfim, a Internet. O evento anual, realizado em São Paulo,
reúne empresas de comunicação de todo o País.
Este ano, as estrelas são alguns dos grandes provedores e
o tema que realmente chama atenção é a convivência
da comunicação online com as chamadas mídias
tradicionais. Nada mais simples e, por incrível que pareça,
tão difícil de entrar em algumas cabeças. O
medo da eliminação de um meio pelo surgimento de outro
é tão antigo quanto sem sentido. Como a TV não
matou o rádio, o cinema não morreu por causa do videocassete
nem desaparecerá por conta do DVD. Muito menos o jornal impresso
sofrerá perda de público por causa do jornalismo virtual.
O Datafolha
divulgou, na abertura do próprio Maximídia, uma pesquisa
na qual 90% dos entrevistados garantem não deixar de ler
jornais impressos em virtude da opção proporcionada
pela Internet. Os números batem com os de outros organismos
internacionais que atestam igual tendência, pelo mundo afora.
Evidentemente, o jornalismo impresso sentirá o peso da concorrência,
sobretudo em quesitos como a velocidade da informação.
E aí acabará havendo a necessidade de se adaptar.
O que, de resto, acontece com todo o tipo de atividade que se pretende
moderna e contemporânea. A interpretação e a
antecipação dos fatos serão os trunfos do jornal
de papel.
Na
TV, a concorrência com a Internet será muito mais acirrada,
até pelas características multimídia da comunicação
online. Mas, igualmente, haverá espaço para todos
desde que se definam rotinas de convivência. Nos grupos de
comunicação que já possuem jornal, rádio
e TV a isso acrescenta-se um item fundamental: a interação
entre os veículos.
Talvez,
a lição a ser tirada do Maximídia 2000 seja,
justamente, esta.
|