28-06-2000
Ainda sem concorrência

1) A última edição da revista PC World, versão norte-americana, traz a consolidação do Internet Explorer como o browser dominante na Internet. Uma pesquisa da WebSideStory mostra que, hoje, o IE é utilizado por nada menos que 86% do mercado, contra apenas 13,9% do Netscape. A matéria aponta um dado curioso: a hegemonia do navegado da Microsoft cresceu muito nos últimos 18 meses. Trocando em miúdos, não adiantou nada – pelo menos até agora – a reação anunciada pela Netscape/AOL com o lançamento da nova versão (6.0) do Communicator.

Da mesma forma como no segmento de navegadores, a Microsoft continua voando em céu de brigadeiro quando o assunto é sistema operacional. Mesmo com o avanço dos chamados sistemas abertos, ou ‘gratuitos’, como o Linux, o Windows continua sem saber o que seja concorrência e domina o mercado com uma margem confortável de 93,63% da preferência dos usuários. Nesse caso, os números são da StarMarket, que audita sites no mundo inteiro.

2) O conceito norte-americano da liberdade de expressão, tão sagrado por lá quanto a Coca-Cola ou a McDonald’s, acabou prevalecendo e a lei que punia a pornografia infantil na Internet foi derrotada. A Corte de Apelação dos EUA entendeu que a lei era inconstitucional e derrubou a decisão anteriormente tomada pelo Congresso. Segundo a Corte, coibir o direito constitucional da liberdade de expressão não é papel do poder público. O juiz que analisou o caso admitiu que, no futuro, tecnologias e normas de conduta na Web irão ditar as regras e conter a onda de pedofilia e pornografia infantil que, no momento, varre a Rede. Continua a caber aos pais, e não ao Estado, a tarefa de zelar pelo conteúdo visto por suas crianças. Os crimes, caso comprovados, não terão uma legislação específica e os seus autores continuarão à mercê das leis penais.

 

Coluna atualizada às quartas