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26-12-2001
Pesquisa revela o universo de Tecnologia da Informação em Pernambuco

Benira Maia
Do JC OnLine

Ele trabalha no Recife com manutenção de hardware/software, estudou até o terceiro ano do segundo grau, atua no setor técnico / administrativo e ganha até R$ 900. Esse é o perfil da maioria dos profissionais de Tecnologia da Informação que trabalham em Pernambuco, excentuando-se aqueles que atuam no setores públicos e de comunicação, segundo pesquisa realizada pelo Governo do Estado e divulgada nesta quarta-feira no Recife.

A pesquisa foi realizada entre setembro e dezembro deste ano, pelas secretarias de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e de Planejamento e Desenvolvimento Social, junto com o Instituto de Planejamento de Pernambuco. O estudo mostrou a existência de exatas 544 empresas de TI no Estado, porém o levantamento foi feito junto a 529 (as outras são do setor público ou de comunicação). A conclusão é de que a grande maioria está localizada na Região Metropolitana do Recife (465, sendo 399 no Recife). A segunda região com maior concentração é o Agreste, com 41.

A grande maioria das empreas (93%) nasceu no Estado e não possui filial. Do pequeno percentual que tem ramificação (menos de 10%), 77,6% dessas filiais estão no Nordeste. As empresas são relativamente novas: 47,5% surgiram entre 1994 e 1999 e 25% nasceram do ano passado para cá. "Surgem cada vez mais novas empresas de TI em Pernambuco; micro e pequena e precisam de apoio", conclui a pesquisa.

O levantamento foi também atrás do que representam estas empresas em termos de receita. O setor, que havia faturado R$ 145,6 milhões em 2000, deve fechar este ano com um faturamento maior de R$ 172,2 milhões.

A maioria das empresas trabalha de forma diversificada (30,3%). O segundo setor é o de manutenção de hardware/software (14,7%), seguido pelo de revenda de hardware/soft (12,9%) e de treinamento (10,6%). O desenvolvimento de sistema representa 9,8% do universo pernambucano de TI. Um total de 36,3% da mão-de-obra tem o ensino médio, enquanto 34,2% possuem nível superior - um dado acima da média do País, onde apenas 13% dos trabalhadores de TI têm nível superior completo. Números que corroboram mais um dado conclusivo do estudo: "Comprova-se que o nosso diferencial é qualificação de recursos humanos".

E o salário desses funcionários? 40,4% ganham entre 2,1 e 5 salários mínimos (algo como R$ 300 e R$ 900), atuando como técnico ou na área administrativa. Já 20,1% ganham entre 5,1 a 8 mínimos (de R$ 900 a R$ 1,9 mil). A pesquisa também quis saber sobre a formação da mão-de-obra. Afora 31,4% que têm formação de várias origens, 16,4% egressaram da Universidade Federal de Pernambuco; 13% da Universidade Católica de Pernambuco e 10,7% vieram de outras faculdades particulares. Também apareceram com freqüência na pesquisa, Ibratec (8,1% dos trabalhadores vieram de lá ) e Interdata (4,7%).