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Recife, 03/04/97
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CPI DOS TÍTULOS PÚBLICOS
Antonio Lavareda está na mira da
CPI
Da Sucursal
BRASÍLIA -
O cientista
político Antonio
Lavareda é o
novo alvo da
CPI dos
Precatórios,
que deseja
saber se ele
teve, ou não,
participação nas operações para emissão de
títulos estaduais em Pernambuco, em parceria
com o Banco Vetor. A convocação de Lavareda
ainda não foi definida e vai depender,
unicamente, do depoimento prestado pelo
economista Roberto Viana (foto) à Polícia
Federal. Viana foi sócio de Lavareda na empresa
de consultoria Polo, e a CPI já tem indícios de
sua participação na emissão de títulos em
Pernambuco, e na tentativa de emitir títulos em
outros estados, a exemplo do Maranhão e
Distrito Federal. Viana deve ser ouvido pela
Polícia Federal de Pernambuco até amanhã.
"Mandei pedir à Superintendência da PF em
Pernambuco que providencie, durante o
depoimento de Viana, o seguinte: saber qual é o
papel do sr. Lavareda nesta história, se ele teve,
ou não, participação nas negociações e contatos
com o Vetor", explicou o senador Romeu Tuma,
que é membro da CPI dos Precatórios. O
depoimento de Lavareda, segundo Tuma, caso
necessário, obedecerá mesmo esquema utilizado
em relação a Viana. "Num primeiro momento, ele
seria ouvido apenas pela Polícia Federal de
Pernambuco. No caso de dúvidas, ou
contradições, haveria uma convocação para que
ele viesse depor no Senado Federal", explicou o
senador.
A possibilidade da convocação de Lavareda,
deve-se a uma razão simples: a CPI quer saber
se ele, como sócio da empresa Polo, tinha
conhecimento ou participação nas operações
efetuadas pelo Vetor. Até agora, a CPI
constatou que Viana, sócio majoritário da
empresa, não apenas mantinha relações estreitas
com o Vetor, como chegou a participar,
ativamente, da tentativa de implantar a mesma
operação de emissão de títulos para pagamento
de precatórios, em outros estados. Outros sócios
da Polo, a exemplo de Alba também podem ser
convocados.
Lavareda ficou conhecido nacionalmente, a partir
da assessoria prestada ao presidente Fernando
Henrique Cardoso, durante a campanha
presidencial de 1994. Sobre o depoimento de
Viana, Tuma acredita que será realizado até
amanhã. "Pedi à superintendência em
Pernambuco que realize a inquirição com a
máxima urgência", disse o senador, que, no
entanto, atribui a demora para que Viana seja
escutado, à CPI, e não à PF de Pernambuco.
"Devido ao acúmulo e sobrecarga de trabalho,
deixamos e enviar os documentos onde Viana
era citado. A PF não sabia o que queríamos que
fosse perguntado", desculpou-se o senador
Romeu Tuma.
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