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Recife, 03/04/97
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CPI DOS TÍTULOS PÚBLICOS (III)
Miranda pede à CPI os números
que ligaram para seus telefones
Da Sucursal
BRASÍLIA - O empresário pernambucano
Paulo Miranda pediu ontem à CPI dos
Precatórios que informe, por escrito, quais foram
os números que contataram, entre 10 de junho e
23 de novembro, o seu celular pessoal, além do
número de outros três telefones pertencentes às
suas empresas. O pedido - acompanhado de um
documento onde Miranda prova que já solicitou
a quebra do seu próprio sigilo telefônico à Telpe
- foi entregue a senadora Emília Fernandes
(PTB/RS), responsável pelo rastreamento e
cruzamento de números telefônicos sob a
suspeito da CPI.
O pedido de Paulo Miranda, que também se
dispõe a prestar esclarecimento necessários à
comissão, teve uma resposta vaga. Apesar de o
empresários ter viajado até Brasília, a comissão
não marcou data para lhe remeter os números
que lhe comprometeram, entre ele os do dono do
corretora Boa Safra, Fausto Solano, que teria
ligado 278 vezes para o celular pessoal de
Miranda e o de Wagner Baptista Ramos,
ex-coordenador da Dívida Pública de São paulo,
que supostamente discou para o empresário
pernambucano 203 vezes.
"A presença de Paulo Miranda, acompanhado
do ex-senador Ney Maranhão, surtiu pouco
efeito junto aos senadores da CPI. Bernardo
Cabral, presidente da comissão, sequer chegou a
recebê-lo para uma audiência, marcada para as
11 horas da manhã, e a senadora Emília
Fernandes, conversou com o empresário por
menos de 15 minutos, em pé. "Minha viagem não
surtiu o efeito que eu esperava", comentou
Miranda, às 18 horas, ou sete horas depois de
ter chegado ao Senado. Apesar do cansaço, e
das evidências sustentadas pel a CPI, ele
reafirma sua inocência: nunca viu, falou esteve ou
telefonou para Wagner ou Fausto. "Tenho o
direito de me defender e saber quem está
afirmando que ligou para mim", finalizou o
empresário.
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