Recife, 03/04/97

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CPI DOS TÍTULOS PÚBLICOS (V)
Assessoria de Campos diz não ter mais nada a explicar

O secretário da Fazenda de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou ontem, por intermédio de sua Assessoria de Imprensa, tudo que precisava ser explicado sobre o seu depoimento à CPI dos Títulos Públicos já foi dito há uma semana atrás. Anteontem, conforme noticiou com exclusividade o Jornal do Comercio, o ex-funcionário da Prefeitura de São Paulo Nivaldo Almeida, garantiu, em depoimento à CPI da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, que o secretário havia recebido ajuda de funcionários do Banco Vetor para preparar o seu depoimento à CPI do Senado.

Na nota enviada à redação do JC, na semana passada, pelo secretário Eduardo Campos, ele explica que em dezembro do ano passado, por sua ordem, o secretário-adjunto da Fazenda de Pernambuco, José Carlos Lapenda, entrou em contato com o Banco Vetor para que fosse enviado ao Estado um funcionário que pudesse esclarecer a memória de cálculo utilizado pelo Vetor para determinar o valor dos precatórios. Este contato é citado no bilhete.

Com isso, foram enviados, a pedido do Estado, os funcionários Guilherme Garcia e Nivaldo Almeida. Posteriormente, Nivaldo Almeida retornou para esclarecimento de questões ainda restantes. O Vetor, portanto, segundo a nota, nas duas oportunidades esclareceu dúvidas sobre cálculos feitos pelo próprio banco, exatamente como declarou o secretário da Fazenda na CPI. Eduardo Campos também afirma que em nenhum momento aconteceu uma reunião entre a direção do Vetor, o empresário Roberto Viana e ele.



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