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Recife, 03/04/97
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CPI DOS TÍTULOS PÚBLICOS (VII)
Depoimento de dirigente da CEF
deve explicar a operação de
Pernambuco
Da Sucursal
BRASÍLIA - O depoimento a ser prestado na
próxima segunda feira à CPI dos Precatórios,
pela Caixa Econômica Federal é apontado pelos
senador Esperidião Amin (PPB/SC) como
decisivo para que se possa compreender a
operação que redundou na emissão de títulos em
Pernambuco. O senador, já há meses, vem
defendo uma tese que encontra apoio no
mercado: a CEF não comprou R$ 148 milhões
em títulos pernambucanos por ser um bom
negócio. "Títulos públicos, ainda por cima os de
Pernambuco, que não têm tradição, não são bom
negócio", diz Amin, que promete fazer duas
perguntas à CEF.
"Não quero saber muito, mas a Caixa vai ter que
explicar direitinho porque comprou o lote de
Pernambuco em junho de 1996 e porque os
recomprou agora, em março, quando poderia ter
pulado fora da operação. Que eu saiba, os títulos
pernambucanos não são nenhum "blue chips"
(títulos cotados no mercado internacional).
Portanto, deve haver alguma explicação para
tanto interesse da Caixa pelos títulos de
Pernambuco", argumentou o senador Amin. Ele
concluiu que é possível que exista barganha não
financeira, mas política. O que se especula nos
bastidores da CPI é que a compra serviu como
moeda de troca para o apoio de Miguel Arraes à
reeleição.
A CEF comprou os 143 milhões em títulos, uma
compra compromissada. Ou seja, o banco pode
devolvê-lo ao Estado quando bem desejar, e a
recompra deve ser honrada. A Caixa teve uma
chance, em fevereiro, de livrar-se dos títulos
pernambucanos, segundo Amin. "Quero que elas
me explique, porque os compraram de volta",
finalizou.
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