Recife, 03/04/97

Página principal - - - - - - - - - - - - - - - - - - --Economia (índice)

INDÚSTRIA
Qualidade do gesso é discutida em encontro

A padronização dos produtos e a confiança dos consumidores são os principais problemas enfrentados hoje pelas indústrias de gesso do País. Para resolver parte da questão, técnicos do setor vêm desenvolvendo estudos para definir normas técnicas que assegurem aos consumidores qualidade e segurança na utilização dos artefatos de gesso. Os técnicos que participam, no Recife, da Gypsum Fair'97 (uma feira internacional do setor), discutem hoje, no Centro de Convenções, seis projetos que serão encaminhados à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Segundo o diretor de tecnologia do Itep (Instituto Tecnológico de Pernambuco), Ascendino Dias e Silva, que participa do grupo de elaboração das normas técnicas, a padronização é fundamental para que a indústria do gesso cresça no País e, principalmente, em Pernambuco - onde se produz 95% da gipsita e derivados consumidos no Brasil. "Os consumidores precisam ter referências de qualidade e mão-de-obra especializada para que possam utilizar o gesso em maior escala", ressaltou.

Ascendino Silva disse ainda que estão em vigor apenas seis normas técnicas que tratam de artefatos de gesso, como divisórias e placas para forro. Esse processo, acrescenta o técnico, tem ainda uma segunda etapa que é a da certificação. A partir de padrões estabelecidos, as indústrias precisarão apresentar selos de qualidade nos produtos que vender. "É preciso adiantar esse processo para que o setor cresça, porque junto com ele surgirão diversas outras indústrias (como a de ferragens adequadas ao gesso) e mais empregos", avalia.


- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Próximo texto

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia | Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Expediente | Colunas | Regional

JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Fale com o JC | Rádios | Links