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Além
de ter sido eternizada como a melhor intérprete do Brasil, Elis
Regina também ficou conhecida pela qualidade das músicas
que escolhia para cantar. Em seus discos, o perfeccionismo era primordial.
Criaram-se até lendas sobre a forma como ela escolhia as composições
que iriam fazer parte de seus álbuns. Nomes antes desconhecidos
como Milton Nascimento e Fernando Brant, João Bosco e Aldir Blanc,
Ivan Lins e Vitor Martins foram lançados pela diva.
Nos
diversos festivais de que participou, Elis cantou para multidões
músicas de compositores do nível de Gilberto Gil, Edu Lobo
e Ruy Guerra, como Ensaio Geral e Jogo de Roda, no II Festival
de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, em 1967.
Nesse ano a música vencedora foi A Banda, de Chico Buarque,
interpretada por Nara Leão.
Em
seu disco Elis, de 1966, a Pimentinha grava Canção
do Sal ,
clássico do até então novato compositor e cantor
mineiro Milton Nascimento. Ponta de Areia, Travessia e Maria,
Maria: Todas parcerias de Milton e Fernando Brant tornaram-se clássicas
em sua voz. Elis também descobriu Renato Teixeira, de quem gravou
Romaria .
Com
o maestro Antônio Carlos Jobim, Elis gravou em 1974, nos Estados
Unidos, um de seus discos mais marcantes, Elis & Tom. Nesse
álbum, além dos standards Só tinha de ser com
você, Triste, Corcovado, Chovendo na roseira
, Águas de Março
foi a música que teve maior êxito.
Da
dupla que lhe forneceu muitos sucessos, Aldir Blanc e João Bosco,
Elis gravou em 1979 O bêbado e a equilibrista. Outros clássicos
da dupla gravados por ela: Caçador de Esmeraldas, Mestre-sala
dos Mares e Dois pra Lá, Dois pra Cá .
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