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Barra 68 e Domésticas abrem programação de longas Maria
Hilda Sobral O brasiliense Barra 68 foi o primeiro longa-metragem a ser apresentado ontem durante a primeira noite do 5º Festival do Cinema do Recife. Dedicado pelo diretor e roteirista, Vladimir Carvalho, ao estudantado brasileiro, e em especial ao pernambucano, o longa de grandes e ricos depoimentos não pôde ser bem apreciado pela audiência do Teatro Guararapes, no Centro de Convenções. O documentário contou a invasão da Universidade de Brasília por militares, em 1968, através de relatos entrecortados de figuras ilustres e do ex-alunato de várias faculdades à época. Porém, nem Oscar Niemeyer, ou mesmo Darcy Ribeiro, conseguiram segurar a platéia, que já demonstrava sinais de cansaço por volta das 22h, devido a todos os atrasos da primeira noite. AGRADOU - Reconhecido pelos que ficaram até o final do filme, foi a vez do intervalo antes dos últimos três curtas-metragens, e do esperado longa-metragem Domésticas, O filme. Assistido por metade do público que iniciou a longa maratona de filmes, pelos diretores Fernando Meirelles e Nando Olival e pelas atrizes Olívia Araújo e pela pernambucana Cybele Jácome, o filme estreou nos cinemas recifenses agradando ao público. Leve, de narrativa fragmentada e depoimentos que chegam bem perto do cotidiano das segundas mulheres do lar, o longa juntou pedaços de diferentes dramas e aventuras das domésticas em seu dia-a-dia. As próprias personagens questionam suas trajetórias entre filosofias de Sabrina, canções de Gilliard e Waldick Soriano, assaltos, crenças, pagamentos atrasados, quartinhos dos fundos e lavadoras de roupa automáticas. Ao final da exibição, por volta da 1h, a platéia recifense teve a impressão de que o filme havia sido mais longo do que realmente foi, apesar de ter rido bastante com a divertidíssima interpretação da atriz Olívia Araújo, na pele da azarada doméstica Quitéria. A esperança do público para esta quarta-feira, segundo dia do Festival, é de que tanto a organização do evento quanto o público comece realmente às 19h as exibições dos filmes, e, principalmente, que os discursos de agradecimento não sejam tão longos.
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