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Terceira noite do Festival foi mais 'morna' A segunda parte dos curtas exibidos na terceira noite do Festival não seguiu com o sucesso de aceitação dos dias anteriores por parte do público do Centro de Convenções. O gaúcho Cavaleiro Jorge foi o primeiro curta após o intervalo a ser exibido. Entre imagens de São Jorge, um cavaleiro armado, um rei leão e objetos meramente animados - salvos pelo santo -, o curta de animação de Otto Guerra deixou uma sensação de indagação por parte do público que hesitou ao aplaudir. Chateaubriand, cabeça de paraíba não agradou boa parte dos cinéfilos do Teatro Guararapes, chegando a receber algumas vaias da platéia. O filme aborda a figura de um dos maiores homens públicos do Brasil nas décadas de 50 e 60 como um homem amargurado e grosseiro. A ficção carioca desapontou por resumir a vida de Chateaubriand a um relacionamento inexistente com seu filho Gilberto, a derrota para a Rede Globo - um de seus grandes inimigos - e ao derrame que tomou mais de oito anos da sua vida, reforçando a má fase do personagem-título ao contrário das glórias do homem que viu a televisão nascer. Alguns pareceram sentir isso mais evidentemente. Sargento Garcia foi o segundo curta-metragem gaúcho a se apresentar na segunda parte de exibição dos filmes. Com poucos cenários, o filme provocou a reação machista da platéia do Recife ao abordar o homossexualismo mesclado ao poder em uma sala qualquer de alistamento para o Exército. A máxima do filme afirma que "filosofia não serve à Pátria", encaixando o preconceito de um sargento do Exército e um recém dispensado sobre a sua própria condição homossexual na década de 70. O filme mineiro O Aleijadinho fechou a terceira noite de maratona de cinema no Recife sob o vigor da desistência de uma platéia. Começando às 23h o filme já perdia muitos espectadores por volta da meia-noite, mesmo representando a pré-estréia do filme fora de Minas Gerais. A narração da vida de Antônio Francisco Lisboa, o artista Aleijadinho, foi o longa-metragem que mais trouxe estrelas nacionais para o Recife na terceira noite. Entre o próprio diretor do filme, Geraldo Pereira, o elenco formado por Edwin Luisi, Maria Ceiça e Maurício Gonçalvez esteve presente no palco do Teatro Guararapes. O filme, no entanto, deixou a desejar pela falta de novidade na narrativa. Quase de cunho educativo em sentido escolar, a história conta a vida de Francisco Lisboa em seus mais conhecidos aspectos: a produção de importantes obras, o casamento fracassado, a doença que o perseguia e a amizade com o poeta Cláudio Manuel da Costa. Ao final da projeção, já por volta da 01h, a maioria do público já havia desistido da história pela lentidão e pelo horário. Contudo, a edição corujão do 5° Festival de Cinema do Recife promete vir com melhores atrações neste final de semana, como o esperado Bicho de Sete Cabeças.
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