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Boi, festa,
supermercado. Quarta noite do Festival traz bons roteiros A movimentação do início da noite, com algumas estrelas nacionais tarimbadas, logo tumultuou o acesso ao teatro - o acesso ficou ainda pior com a chegada da atriz Ana Paula Arósio. No entanto, seguindo a ordem, a primeira parte da quarta noite do 5º Festival do Cinema do Recife começou com três curtas concorrendo na mostra competitiva. O brasiliense Bumba foi o primeiro curta a ser apresentado. Fazendo parte do projeto curtas mudos, na qual um grupo de malucos, como designou o próprio diretor, realizava em cinema idéias de curtas-metragens mudos e depois inseriam a trilha sonora. O projeto também trouxe ao Recife outros três de seus filmes: Distante e Cá e Lá. O resultado, apesar de não ter agradado ao público, talvez pelo assumido caráter experimental, ou pela falta de foco, foi de poesia ao abordar a história de um menino de rua que sonha em ser boi. Caleidoscópio foi o segundo curta-metragem e, entre palavras em preto-e-branco e imagens coloridas de São Luís do Maranhão, da festividade da cidade, e, em especial, do mês de junho com o boi bumbá e o boi da matraca, entre o reggae e o povo nas ruas. Mas, como a festa popular não era pernambucana, a platéia não fez esforço ao aplaudir. O roteiro mais surreal da noite viria com A Sintomática Trajetória de Constantino, com o personagem-título vivendo dentro do supermercado Beira Rio. Misturando filosofia, sexo, farra e amizade, a vida social de um homem cansado de ser consumido pela sociedade se consome dentro de um supermercado. A inesperada criatividade que ia dos créditos ao lugar onde Constantino descansava agradou ao público, arrancando uma boa salva de palmas. Entre os curtas e o primeiro longa-metragem da noite, o Canal Brasil teve seu espaço para mostrar os vídeos biográficos dos homenageados desta edição do Festival, os atores Ruth de Souza e Milton Gonçalves.
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