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Nem
Ana Paula Arósio salva Os cristais
debaixo do trono Após
o intervalo, o curta Os idiotas mesmo comprovou a aceitação
do diretor gaúcho Allan Sieber, conhecido por sua série
de animação Deus é pai. Na trama, um
grupo de jovens publicitários decide os rumos de uma campanha
de cigarros e aproveita para ironizar, inconscientemente ou não,
a própria sociedade de consumo. O bom humor do filme arrancou Não
teve a mesma sorte o curta O cabeça de Copacabana,
da cineasta carioca Rosane Svartman. Um bancário aposentado
termina um dia na praia Já
o último curta da noite, Palíndromo, de Philippe
Barcinski, foi um dos mais esperados e aplaudidos. O termo significa
"de trás para frente" e é isso que se vê
na película: toda a história é contada do começo
para Tamanha
inovação fez tanto sucesso que boa parte do público
resolveu que seria melhor fechar a noite com uma chave de ouro garantida
e partir para a noitada de sexta-feira, quem sabe para a festa Cinema
Ainda é No breve intervalo para a apresentação de Os cristais debaixo do trono, de Del Rangel, os diretores e atores foram ao palco discorrer brevemente sobre o filme. A noite era mesmo de Ana Paula Arósio, que causou uma silenciosa, mas sincera comoção na platéia. Em um belo vestido longo dourado, a atriz agradeceu ao público pela oportunidade de divulgar seu primeiro filme. O longa-metragem, no entanto, foi uma verdadeira prova de paciência dos espectadores. O filme conta a história de um escritor cinqüentão que se apaixona por uma jovem pintora. A filha dele, porém, se opõe à relação, sentindo ciúmes tanto do pai quanto do marido, também enfeitiçado pela artista plástica. Desde
os primeiros minutos, o filme já causou risadas e comentários
maldosos da platéia, que já adivinhava pelas cenas
iniciais o óbvio desfecho da trama. A trilha sonora só
piorava a situação e, em pouco tempo, parte do público
já deixava o cinema. Quem ficou acabou |
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